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Revista Economia Solidária 3. A crise económica.

Aceesa - Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico, Portugal

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Sob a direcção de Rogerio Roque Amaro, aceesa - Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico, Portugal, junio 2011

A crise impôs-se no nosso dia-a-dia e faz-se sentir em múltiplos aspectos para muitos cidadãos de muitos países.

A sua interpretação e as soluções que são propostas estão muito longe de ser criativas e inovadoras, antes parecendo versões requentadas de situações que, com algumas (não muitas) adaptações, já se viveram (e falharam, no essencial…) noutros países e continentes, desde os anos 80… Razão mais do que suficiente para a Revista de Economia Solidária voltar, neste terceiro número, ao tema da Crise, na sua relação com a Economia Solidária. Procurando contribuir, a partir das grelhas de leitura que a Economia Solidária, como conceito e como práticas, proporciona, para reinterpretações sobre o (verdadeiro) sentido e conteúdo da crise e para novas propostas da sua ultrapassagem.

Para tal, o coordenador deste número, Jean-Louis Laville, organizou um conjunto de quatro artigos centrais, que ele próprio apresenta na Nota de Introdução que se segue, em que, através de contribuições de Leopoldo Múnera Ruiz, José Luis Coaggio, Benoit Lévesque e Matthieu de Nanteuil, se destacam:

Os novos caminhos da Economia Solidária na América Latina e o seu reconhecimento político, sobretudo em países como a Argentina, o Brasil, a Venezuela, a Bolívia e o Equador, na sequência e na resposta à crise provocada pela aplicação de medidas de austeridade impostas pelo FMI nesses países (José Luís Coraggio);

Os riscos de domínio e de deturpação da Economia Solidária, nas relações com a economia de mercado, no caso da Colômbia (Leopoldo Múnera Ruiz);

O papel ausente da Economia Solidária no Canadá – Québeque, em particular no sector da infância (Benoit Lévesque); A relação entre Economia Solidária e a crise do Estado Social, à luz das lógicas redistributivas e dos desafios da Democracia Participativa, na Europa (Matthieu de Nanteuil).

Para além deste núcleo, o número contém uma contribuição da mestre Ana Quintela, sobre a experiência das cooperativas italianas, a partir da sua dissertação de mestrado em Economia Social e Solidária (do ISCTE-IUL), sob a orientação do Prof. Jordi Estivill, membro do Conselho Científico da Revista.

Segue-se um texto de trabalho (não académico) da minha autoria sobre Indicadores de Sustentabilidade para a Economia Solidária, apresentado e discutido no âmbito do Projecto ECOS, que envolve os Açores, Cabo Verde, as Canárias e a Madeira, no quadro do Programa Comunitário MAC, com o objectivo principal de propor e aplicar Indicadores de Sustentabilidade às organizações de Economia Solidária dessas quatro regiões insulares.

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