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Revista Economia Solidária 6. A Economia solidária e os novos Movimentos Sociais.

Aceesa - Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico, Portugal

Sitio de la editorial

Sob a direcção de Rogerio Roque Amaro, aceesa - Associação Centro de Estudos de Economia Solidária do Atlântico, Portugal, junio 2014

Este número 6 da Revista de Economia Solidária pretende precisamente contribuir para a discussão e abordagem da questão de saber se a Economia Solidária também configura um NMS ou, pelo menos, quais as suas relações com alguns deles.

Para isso, apresentam-se quatro artigos que visam directamente a relação da Economia Solidária com os NMS.

No primeiro, Bárbara Ferreira, António Eduardo Filho, Isabel Monteiro e Raquel Gonçalves, a partir de um trabalho realizado no âmbito do Mestrado em Desenvolvimento e Cooperação Internacional do ISEG, abordam e situam o altermundialismo como NMS e as formas que assume na Economia Solidária, nomeadamente a partir de algumas experiências de comércio justo e de fábricas recuperadas pelos trabalhadores na Argentina, no contexto da crise dos finais da década de 1990.

No segundo, Ana Margarida Esteves, na sequência dos seus trabalhos de Mestrado e Doutoramento em Sociologia, analisa algumas experiências de recuperação e apropriação colectiva pelos trabalhadores de unidades de produção na Argentina e no Brasil, que se assumem como exemplos de Economia Solidária, comparando as estratégias baseadas na acção colectiva, segundo uma lógica de NMS, com as que assentam na monitorização formal de um processo deliberativo, mais tradicional, de tipo cooperativo.

No terceiro, Magali Zimmer dá conta do exemplo francês da AMAP – Associação para a Manutenção de uma Agricultura Camponesa («Paysanne»), como um movimento social de Economia Solidária, enquanto «quadro de acção colectiva», opondo-se à agricultura intensiva capitalista, comparando-o com outros movimentos congéneres, como as CSA – Community Supported Agriculture, nos EUA, ou teikeis, no Japão.

No quarto, Manuel Zaguirre, um experiente sindicalista catalão, apresenta o seu testemunho de lutador pelas causas do movimento operário, enquanto observador atento e actor empenhado das novas lutas da Economia Solidária, como alternativa a um «capitalismo tóxico e estéril», conjugando, no mesmo «narrador» as experiências e perspectivas dos «velhos» e dos novos movimentos sociais.

A completar estes quatro artigos, que abordam explicitamente o tema central deste número, junta-se uma nota de reflexão de Jordi estivill, membro do Conselho Científico da Revista, apropósito do RIPESS/ Europa – Rede Intercontinental de Promoção da Economia Social e Solidária/ Ramo Europa, das suas afirmações e reivindicações de alguns dos seus encontros, o que acaba por dar conta de algumas das iniciativas que procuram situar a identidade, o objecto e os objectivos da Economia Solidária como NMS.

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