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União Geral das Cooperativas (UGC), Moçambique

Yvon Poirier, junio 2005

O historial da UGC é muito estimulante. Depois de uns modestos começos em 1980, a UGC é responsável por uma das mais importantes cooperativas de Moçambique e a sua experiência ultrapassa já as fronteiras.

É preciso recordar que o país, que se tornou independente em 1974, era extremamente pobre. Numa perspectiva de sobrevivência, sete cooperativas envolvendo 250 produções agrícolas, formaram em 1980 a UGC.

Conforme vem referido nos documentos da UGC, o « movimento era sobretudo composto por mulheres desempregadas, com pouca escolaridade e nenhuma capacidade técnica. No início, o objectivo era o de realizar compras de alimentação aos preços de grossista e de procurar receitas suplementares através da venda de produtos agrícolas. Após uma formação organizada pela UGC, os seus membros melhoraram capacidades técnicas, organizacionais, de gestão e conseguiram modificar a situação inicial. Hoje em dia, muitas das mulheres transformaram-se nos líderes das respectivas famílias. No final dos anos 80, passou-se de uma produção agrícola à produção de aves ».

Em 2005 a organização é composta já por 200 cooperativas, com 6000 membros, 95% dos quais são mulheres. A UGC é actualmente o maior produtor de frango de Moçambique. Um sistema completo de produção foi posto em marcha, das chocadeiras ao matadouro. Dando continuidade às acções de formação, a UGC lançou ainda Centros de Saúde (com acesso de não associados) , serviço de micro crédito e uma Caixa de Poupança e de Crédito (em 2004).

No começo, a iniciativa era marginal e, sobretudo, ignorada. Hoje, a UGC é reconhecida em Moçambique e no exterior. A Presidente, Sra. Cossa, refere que o Presidente da República de Moçambique assiste por vezes às suas assembleias. E, com algum humor, a Sra. Cossa revela que os homens pedem agora para aderir à cooperativa!

A Sra. Cossa é uma excelente embaixadora da sua organização e mantém uma grande actividade em Moçambique e em fóruns internacionais de África e no exterior. Desde 2001, é também deputada na Assembleia Municipal de Maputo, a capital do país.

Fuentes :

Este texto foi produzido a partir das comunicações que a Sra. Celina Cossa, presidente da UGC, fez por ocasião do Congresso da Rede canadiana de Desenvolvimento Económico Comunitário, efectuado entre 4 e 7 de Maio, bem como a partir de documentos produzidos pela própria UGC.

 

Este artigo está disponível no blog: Boletim Internacional de Desenvolvimento Local Sustentável