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Anais do II CIEPS - Congresso Internacional de Economia Popular e Solidária e Desenvolvimento Local: como produzir e trabalhar na contramão do empreendedorismo?

Feira de Santana, BA, campus central da UEFS, 23 a 25 de maio de 2018.

Incubadora de Iniciativas da Economia Popular e Solidária da UEFS, novembre 2018

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Résumé :

No Grupo de Trabalho denominado “Economia Popular Solidária e Desenvolvimento Local” (GT01) propomos a seguinte questão: quais são os caminhos para que a produção coletiva, sob os princípios e tipologias da Economia Popular e Solidária, conduza ao Desenvolvimento Local Solidário e, assim, à justa distribuição de um Bem Viver? Pretendeu-se, nesse sentido, reunir pesquisadores, extensionistas e experiências produtivas ou organizativas que pensem concepções de Desenvolvimento Local que, diferentemente da perspectiva hegemônica tradicional, privilegiem a construção, ou reconstrução, de relações identitárias, orgânicas, que traduzam a cultura, o cotidiano, o entorno geográfico, os saberes e valores populares.

No Grupo de Trabalho denominado “Universidade e Sociedade: perspectivas epistemológicas e metodológicas, alternativas na produção do conhecimento e o papel da extensão e da pesquisa participante, com enfoque na Economia Popular e Solidária. Experiências de incubação”(GT02) objetivou-se reunir pesquisadores, extensionistas e experiências produtivas ou organizativas que vivenciem ou reflitam acerca de novas formas de produzir conhecimento, especialmente considerando a convivência e troca entre o conhecimento científico e popular. Privilegiaram-se, em especial, experiências caracterizadas pela pesquisa participante ou outras metodologias alternativas que se proponham a construir formas de produzir ciência socialmente referenciada e voltada para a transformação social, vinculadas às lutas por formas contra-hegemônicas de trabalhar e produzir. Destaque-se, ainda, o papel da incubação enquanto espaço educativo-dialógico- político de organização da classe trabalhadora na perspectiva de uma outra Economia, que priorize as ações em redes de produção associada e o trabalho coletivo em tipologias como cooperativas, outras sociedades não empresariais, associações ou grupos informais.

Por fim, no Grupo de Trabalho “Sociedade, Estado, Economia Popular e Solidária” (GT03), partimos da constatação de que a Economia Popular e Solidária, apesar das dimensões que já ocupa e do contingente potencial de trabalhadores que pode atingir, ainda é uma economia considerada periférica que emerge de reações adversas às imposições do capitalismo globalizante. Suas práticas mantêm intensa relação com aspectos locais da cultura, do ambiente, dos arranjos sociais e políticos, assim como estão a exigir a construção de estratégias de educação e políticas públicas específicas, que vão na contramão do modo hegemônico de produzir, circular e dividir os bens resultantes do trabalho humano. Perguntamos, então: qual o papel que assume o Estado neste contexto? Reúnem-se, assim, pesquisadores, extensionistas e experiências produtivas ou organizativas que trazem à reflexão as relações entre Economia Popular e Solidária e as instituições políticas, políticas públicas, a Administração Pública, o Direito (marco legal da Economia Popular e Solidária, pluralismo jurídico, meios de solução de conflito e Economia Popular e Solidária).