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Economia solidária em Minas Gerais: uma análise sobre os fatores que contribuem para sua autossustentabilidade e capacidade de geração de renda

Norma Valentina de Almeida, 2010

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Résumé :

Esta Dissertação analisa os fatores associados que contribuem para uma maior ou menor estruturação de um empreendimento de economia solidária, no que se refere aos aspectos autossustentabilidade e geração de renda. Para atingir esse objetivo, construímos um conjunto de tipologias das iniciativas de economia solidária mapeadas no Estado de Minas Gerais no período compreendido entre 2005 e 2007, com base em uma série de indicadores de tempo de existência, localização espacial, infraestrutura, formato organizacional, atividade econômica, inserção no mercado, acesso à qualificação e crédito e existência de trabalhadores contratados. Esse estudo procurou identificar quais foram as características predominantes nas

organizações solidárias que conseguiram obter simultaneamente equilíbrio econômicofinanceiro e garantir a seus trabalhadores uma remuneração mensal superior ao salário mínimo legal vigente no país. Foram utilizados os dados referentes às iniciativas de economia solidária do Estado de Minas Gerais inseridos na base de dados do primeiro Mapeamento Nacional da Economia Solidária no Brasil, integrada ao Sistema Nacional de Informações sobre a Economia Solidária (SIES) do Ministério do Trabalho e Emprego. O método estatístico utilizado na construção dos perfis extremos dos empreendimentos foi o Grade of Membership (GoM). Os resultados mostram que as maiores chances de autossustentabilidade somadas a uma geração de renda positiva apresentam-se associadas aos seguintes fatores:

ingresso na economia solidária tendo como motivação não o desemprego e a complementação de renda, mas o desejo de se obter maiores ganhos em um empreendimento associativo; formalização do empreendimento; produção e prestação de serviços integralmente destinadas ao mercado, especialmente o atacadista/revendedor e comércio microrregional; obtenção de crédito; realização de investimentos no negócio; recebimento de apoio, assessoria ou capacitação por parte de órgãos governamentais e instituições pertencentes ao Sistema “S”; e existência de trabalhadores não sócios no empreendimento.

Sources :

Site web du FBES www.fbes.org.br