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Economia Popular Solidária. Os Processos Formativos Populares e a Construção de uma Nova Cultura do Trabalho

Dissertação Mestrado Pós-Graduação em Educação-UFMG, Brasil

Laurencio Mendes da Silva, Novembro 2007

Ler artigo completo na página de : hdl.handle.net

Resumo :

Este é um estudo de natureza qualitativa que se propõe a compreender a formação humana no processo de trabalho, buscando analisar que elementos indicativos de novas relações sociais e de trabalho estão presentes nas experiências autogestionárias da Economia Popular Solidária e que processos formativos contribuem para uma nova cultura do trabalho. A metodologia de pesquisa consistiu na revisão bibliográfica de trabalhos científicos das áreas de Educação, Ciências Humanas, Economia Solidária e pelo Ministério do Trabalho. Além disso, realizamos observação participante e entrevistas com as trabalhadoras dos grupos populares autogestionários assessorados pela Pastoral Operária de Minas Gerais1 , distribuídos por diferentes regiões do Estado e, em sua totalidade, mulheres. Os aspectos para os quais voltamos nossa atenção incluíram um conjunto de atividades presentes nas formas de gestão do trabalho, da organização política e social dos trabalhadores, tais como: planejamentos, projetos, reuniões, a própria dinâmica do processo produtivo e das relações sociais, tipos de envolvimento dos trabalhadores no grupo e nas redes de articulações. Pretendendo ampliar a compreensão do vínculo entre educação e trabalho, partimos do pressuposto do trabalho como princípio educativo, levando em conta as contribuições teóricas de Lukács, Marx e Gramsci. Tais autores concebem o trabalho em sua dupla dimensão (dimensão ontológica e dimensão histórica), como fonte de produção e apropriação de conhecimentos e saberes, portanto, princípio educativo. A análise dos dados permitiu-nos construir algumas considerações críticas e conclusões acerca da realidade e dos sujeitos em questão. Assim, constatamos que as experiências autogestionárias levam em suas práticas algumas propostas político-educativas que contribuem para a construção de uma nova cultura, constituída por novas relações de trabalho. É perceptível a gestação de uma nova cultura do trabalho nos grupos abordados na pesquisa por um esforço de uma cultura de cooperação ou de identidade contrárias ao capitalismo.

Fontes :

Biblioteca Digital UFMG

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