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EJA e Economia Solidária: um diálogo entre os princípios da ECOSOL e a prática da Educação Popular

Universidade Federal do ABC, São Paulo, Brasil

Estela Fidelis Rodrigues, 2012

Ler artigo completo na página de : proex.ufabc.edu.br

Resumo :

Este trabalho pauta-se pelo princípio de que a educação é um direito humano de todas as pessoas, independentemente da faixa etária salientando que a EJA visa o aprender ao longo da vida.

Ela tem o compromisso com a alfabetização e continuidade, incorporado à luta pela escola pública de qualidade, que valorize a participação social, o conhecimento popular e alternativas pedagógicas que promovam a emancipação de sujeitos críticos.

Ressaltamos neste trabalho a importância da ação pedagógica da Educação Popular em dialogo com a Economia Solidária frente à exclusão social e histórica daqueles que declaram não saber ler e escrever, que vivenciam o “estereotipo de analfabeto” marcados por desigualdade social e regional, de classe, raça, gênero, geração entre outras. Mulheres e homens trabalhadores, marcados pela exclusão no processo de escolarização, que vivenciaram o baixo rendimento, o fracasso escolar e a reprovação – os excluídos da escola também compõem o quadro do analfabetismo neste país. O texto também fala que é possível lutar pelo direito coletivo de mulheres e homens terem acesso ao universo grafocêntrico através da alfabetização. E que esta, ao dialogar com os princípios da Economia Solidária, retoma a bandeira de transformação social, libertação e emancipação dos jovens e adultos populares.