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Economia plural e solidaria: Uma analise a partir dos processos dos bancos comunitarios de Montes Claros-MG

II CONGRESSO EM DESENVOLVIMENTO SOCIAL, Universidade Estadual de Montes Claros, Brasil

Yara Mendes Cordeiro Araújo, Luciene Rodrigues, 2009

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Resumo :

Este estudo buscou analisar e dar visibilidade ao surgimento de uma experiência de Economia Solidária no Norte de Minas Gerais – os Bancos Comunitários. São práticas situadas no campo das finanças solidárias ou finanças de proximidade. Fundamentados nos princípios da autogestão, da cooperação e da solidariedade, os Bancos Comunitários visam contribuir com o desenvolvimento social por meio dos recursos de crédito e poupança. A matriz teórica do trabalho está assentada na vertente da Economia Plural proposta pelos autores Marcel Mauss, cuja explicação da ação econômica baseia-se na perspectiva da Dádiva ou do Dom; Karl Polanyi que sublinha o valor heurístico de um retorno reflexivo a uma economia substantiva ou embedded no social e Jean Louis Laville, que propõe um olhar para a Economia Solidária por meio das lógicas mercantil, não mercantil e não monetária. Em relação à pesquisa empírica, essa pode ser caracterizada como exploratória e foi realizada em momentos das reuniões semanais dos grupos estudados quando do desenvolvimento de suas atividades de finanças. A partir da observação participante, o estudo identificou que a Economia Solidária que se materializa nas dinâmicas de Bancos Comunitários parece mais um híbrido de combinação de diferentes princípios econômicos, sociais e culturais. Isso significa que para além de uma questão utilitária, nos interstícios dos grupos estudados, há o espírito de solidariedade e de reciprocidade que não se traduz apenas em maximização do interesse individual, mas também no reforço dos vínculos relacionais e de pertencimento.

Fontes :

II CONGRESSO EM DESENVOLVIMENTO SOCIAL www.congressods.com.br