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Apoiar as inovações sociais territoriais : o papel das coletividades.

Eixo temático Que políticas públicas são necessárias para a economia solidária?

Cada vez mais se está a tomar em conta a inovação social e particularmente a inovação social ao nível territorial, em numerosas políticas públicas, desde os países anglosaxónicos, até à Europa e passando pelo Quebec. Satisfazer as necessidades sociais exige estratégias particulares num momento em que os modelos económicos e sociais estão fortemente transtornados com a crise.

No espaço de poucos anos, esta noção polissémica emergiu da esfera da investigação especializada para enriquecer o conceito de inovação e para ir além de uma visão centrada na sua dimensão tecnológica.

A inovação social foi inclusivé objeto de uma definição da lei francesa sobre a economia social e solidária de Julho de 2014, que precisa a dupla dimensão da inovação social: a resposta a necessidades sociais pouco ou nada satisfeitas, no âmbito do mercado das políticas públicas, ou «a resposta a necessidades sociais através de uma forma inovadora de empresa, por um processo inovador de produção de bens ou serviços e inclusivé por um modo inovador de organização de trabalho».

Permitir a produção de bens ou serviços que oferecem soluções a necessidades vinculadas diretamente com a vida quotidiana das populações dos territórios (saúde, vulnerabilidade económica, alimentação, alojamento, mobilidade, emprego, ambiente, etc.), estimular a criação e a implementação de soluções novas face aos desafios sociais e ambientais, em todos estes aspetos os territórios procuram fortalecer a sua recetividade à inovação social e a sua capacidade a acompanhar o seu desenvolvimento.

Uma das alavancas identificadas é a construção de alianças e colaborações entre associações, empresas, o mundo da investigação e os atores públicos: colocar em rede os diferentes atores do território, estabelecer um diagnostico e posteriormente um projeto de desenvolvimento territorial partilhado.

Podem identificar-se dois desafios em particular:

  • as autoridades públicas e as coletividades, devem ter um papel de facilitadores, animadores que assumam os riscos para inventar novas formas de respostas e não continuarem a ser apenas administradores ou planeadores;

  • para além da vontade de criar um ecossistema territorial favorável à inovação social: como agir para que esta não seja um simples corretivo mas um verdadeiro vetor de transformação social?